terça-feira, 10 de novembro de 2009

Preconceito

Depois de alguns dias afastada, eu voltei a “Blogar”, gente como eu senti falta de escrever, senti falta das pessoas que estão sempre aqui comigo....então lá vai um post.


Alguns dias atrás, li uma reportagem sobre uma noiva que havia sido espancada na porta da igreja, enquanto aguardava pra se casar.

“O casamento marcado para dia 31 de outubro, dia escolhido já que era o dia das bruxas acabou sendo trágico, arruaceiros passaram pela frente do casamento e quando viram a noiva vestida de preto com cabelos rosas a espancaram.”
                                                                                            (Trecho retirado do portal G1 – Globo)

Quando li a reportagem, me deu um enjôo tão grande, uma coisa tão ruim dentro do peito, e muita indignação. Essa mulher no dia do seu casamento, um dia que deveria ser especial para ela, como é especial para qualquer outra, foi agredida na porta da igreja, porque os “arruaceiros”, em minha opinião “CRIMINOSOS”, julgaram-na diferente. È isso...Essa mulher foi agredida porque é diferente, porque iria se casar de preto e usa os cabelos rosa...O meu cabelo é preto, e daí? Vou ser agredida por isso também? Ou não, porque a cor do meu cabelo é definida como normal? O que é ser normal? Quem é normal? Porque eu não sou e garanto que você que está lendo esse post também não é.

Eu Nathália abomino qualquer forma de preconceito. Seja preconceito por homossexualismo, por cor da pele, por religião, por posição social, por deficiência ou simplesmente porque a pessoa gosta de se vestir de preto e usa cabelo cor de rosa. Eu não gosto quando se referem a alguém usando qualquer tipo de associação que pareça preconceituosa. Conheço uma pessoa que se refere às pessoas da seguinte forma.   Hoje vi uma menina tão bonitinha (era “uma negrinha”), mas  tão bonitinha, (peraê ...porque a menina é negra não pode ser bonita?) e porque não dizer: Hoje vi uma menina tão bonitinha (se a criança é bonita, é e ponto final, não preciso saber a cor da criança). Segunda frase usada pela pessoa: Aquela moça que vem vindo ali, você não imagina como ela toca instrumento musical bem, faz até faculdade, ninguém diz, né?. Ai foi a gota de água que encheu o balde, eu virei pra pessoa e perguntei: Por ela ser negra? É por isso que ela não pode fazer tudo isso? - Calma Nathália você entendeu o que falei errado. - É então acho melhor você começar a se expressar melhor. Certa vez disseram pra essa pessoa para não falar assim na minha frente, pois eu me “doía” muito, e que talvez eu tivesse negros na família pra ficar assim tão ofendida.

O que respondi? Respondi que tenho SIM negros na família, mas ao que ela se referia ficar “doida” eu descreveria como indignada, porque não se julga ninguém por cor da pele, ou cor dos cabelos, ou o modo de vestir.
A outra vez foi sobre deficientes, (Fulana que é deficiente tem down), deu um presente pra minha filha e você acredita que foi ela quem escolheu?

As pessoas acham que deficientes tem que viver a mercê de outras pessoas, não sabem escolher algo sozinhos, que não amam, que não sentem desejos. A pessoa ficou horrorizada quando eu disse isso.
 Mas eu penso assim.

Gente cada um é do jeito que é, cada um se veste como quer, cada um pinta os cabelos da cor que achar melhor, uns são baixinhos, outros altos demais, outros tem nariz grande, outros são deficientes físicos, outro são crentes, outros são macumbeiros, outros são católicos....

E viva as diferenças!

Sou “SIM” contra o preconceito de qualquer espécie, fico indignada “SIM”, tomo defesa “SIM”.

10 comentários:

Lidiane Vasconcelos disse...

Ná, onde é que eu assino embaixo?
Não há o que acrescentar aqui. Você disse tudo, menina! Que texto! Que post! Parabéns por tamanha lucidez. :)

Luciana Klopper disse...

Faço minhas as palavras da Lidiane, assino onde? em baixo, em cima e até rubrico...bjs

(Carlos Soares) disse...

Que bom que voltou,Ná. Fico feliz,fez falta.E voltou com um tema forte. parabéns pela sua indignação.Beijos

Lia disse...

Que bom! Mais uma na turma sem-preconceito nessa imensidao de gente com preconceito velado, disfarcado....Vivendo aqui na Inglaterra vi como o tema racismo eh levado a serio. Igualdade social eh politica publica. Seria bom se nossas autoridades levassem esse tema a serio.

Say disse...

Oi Ná querida! Adorei o post... muito bom p/ se refletir e agir (Há muitos precisando disso mesmo e precisamos "fazer barulho",parabéns pelo tema, em prol dessas melhorias que já deveriam ser um estilo de vida).
Vim tb p/ deixar um abraço p/ vc tá?
C/ carinho gigante, Say =*.*=

Say disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Say disse...

Náaaaa... adoro qdo me visitas!rsrsrs
Que bom, muito bom mesmo que gosta do meu mais novo cantinho viu PRIMEIRA SEGUIDORA?rsrsrsrrs...
Aaannnnn triste, triste não estou não, em verdade ando nostálgica, a colocar muita coisa em ordem na cabecinha... sabe como é? Às vezes tenho a sensação que não sou desse mundo e aí preciso parar tudo e tentar adaptar-me o melhor possível... e isso às vezes leva-me a uma, por hora, doce nostalgia... preciso só tomar cuidado p/ nao se transformar em tristeza rsrsrrs...mas buscarei sempre o sorriso que me pertence a cada dia...p/ tornar esse dia cada vez melhor...

Bjs linda Ná!
* Tô feliz que esteja melhorzinha viu?

Chica disse...

Maravilhoso teu depoimento,ficamos p.da cara com esse tipo de coisa mesmo e temos que nos indignar sempre, sem aceitar isso! um beijo e que bom que estás de volta!chica

Raquel Cecília disse...

Oi Nathália! Querida, vim te agradecer demais pela sua participação lá no meu blog, e vim te visitar também claro!

Menina, logo de cara um assunto e opiniões em comum! Eu tenho pensado em postar sobre isso há tempos, mas sempre deixo para depois, mas uma hora sai. Eu tenho NO-JO de pré-conceitos. E existe de todas as formas, é um defeito terrível do ser humano.

Testemunho pessoal: sou branca sim, mas sou descendente de índios e negros também, e tenho orgulho disso. Se ofendem negros na minha frente, viro onça e não quero saber! Sou "macumbeira" como você comentou no post, e este é o rótulo que levam as pessoas de religião afro-brasileira. O que poucos sabem é que a palavra macumba quer dizer: dança. Não leve a mal, não é uma crítica ao seu post não ta? Só estou aproveitando a deixa para falar do assunto. Mas é assim que funciona: "Você é católica? R: Não. É evangélica? R: Não. Que religião você é? R: CAndomblé. (...) Cara de susto, medo, e depois: Haaannn."

Ah é, e eu também sou gorda. Sabia que gordos não são bonitos? Que gordos não são atraentes? Que gordos não têm vida sexual? Que gordos não têm vez para os magros? Pois é, é isso que eu enfrento há 4 anos, desde que engordei. Enquanto eu era magra, tudo bem, nenhum nariz torcido e nenhuma humilhação. Aumentou o número da calça, e tudo muda. Até emprego eu perco para as magras, embora eu tenha 7 anos de experiência na área e qualificação com Inglês Fluente e cursando faculdade.

Então é assim, para quem não é negro sempre se acha alguma coisa para se criticar e menosprezar.

Quando encontro pessoas assim, simplesmente me afasto. Prefiro ter milhares de amigos negros, índios, mulatos, portadores de limitações físicas ou mentais, do que esse tipo de gente ao meu redor.

Beijão, e Axé!

Hilda disse...

Nojo, revolta... isso eh o que eu sinto. Afinal, o que eh ser diferente? Diferente do que??? Pelo amor de Deus, desde que nao prejudique ninguem que mal tem? Deixa a mulher casar de preto, de rosa, de verde... ate pelada se a igreja permitir.
Contra negros entao, dai eh que meu sangue sobe. Que diferenca tem???
Complexo, poderia ficar aqui escrevendo horas e horas.
Bjs